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Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) – Informativo 414

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A DFC é uma demonstração contábil obrigatória para muitas empresas.

De acordo com a Lei 11.638/2007, todas as empresas de capital aberto precisam apresentar esta demonstração. Além destas, todas as sociedades cujo patrimônio líquido seja superior a R$ 2 milhões de reais também são obrigadas a elaborar a DFC.

Função:  A principal função da DFC é sintetizar de maneira estruturada todas as saídas e entradas de caixa de uma empresa durante determinado período.

Para isto, a DFC é dividida em três grandes contas, que são:

  • Atividades operacionais
  • Atividades de investimentos
  • Atividades de financiamento

Além dessas contas gerais, cada uma delas é ainda subdividida em dezenas de outras sub contas.

Periodicidade

As empresas de capital aberto, isto é, que possuem suas ações listadas na B³, precisam divulgar a DFC todo trimestre.

Geralmente funciona assim:

Para o primeiro trimestre, a DFC de três meses é preparada.

Já para o segundo trimestre, além da DFC ser apresentada de maneira trimestral, ela também é apresentada de maneira acumulada em seis meses.

Este mesmo formato também se aplica ao terceiro trimestre, quando as demonstrações são apresentadas também no acumulado de nove meses.

Por fim, ao final de cada ano as empresas divulgam a DFC anual, compreendendo o período de 12 meses.

Para algumas empresas, o ano fiscal não necessariamente corresponde ao ano calendário.

Nestes casos raros, a DFC e as outras demonstrações financeiras são apresentadas em períodos diferentes, que não os trimestres do calendário.

Demonstrativo de fluxo de caixa – Fluxo de caixa das atividades operacionais

O fluxo de caixa das atividades operacionais é o caixa gerado nas operações da empresa menos as despesas e gastos decorrentes da industrialização, comercialização ou prestação de serviços da companhia.

Em teoria, existem duas formas de apresentar a DFC, que é através do método direto ou do método indireto. Mas pelos dois métodos, qualquer entrada de caixa é sempre registrada com sinal positivo (+), enquanto as saídas são sempre registradas com sinal negativo (-).

Método Direto

O método direto indica as entradas e saídas de caixa individuais das atividades operacionais, por exemplo:

  • Recebimento de clientes (+)
  • Pagamentos a fornecedores (-)
  • Pagamentos aos funcionários (-)
  • Pagamentos de juros (-)
  • Impostos (-)

O resultado de todos esses fluxos informa o total de caixa gerado pelas operações.

Este total é idêntico ao montante apresentado pelo método indireto. Apenas as contas são diferentes. A vantagem da forma direta é evidenciar claramente os pagamentos e recebimentos.

Entretanto, este método de apresentação da DFC não é muito comum. Praticamente todas as empresas da bolsa, senão todas, apresentam a DFC da maneira indireta, que será vista a seguir.

Método Indireto

O método indireto, ao contrário da forma direta, não evidencia diretamente as entradas e saídas de caixa.

Essa área do demonstrativo começa com o lucro líquido que será somado com o valor da depreciação e amortização, que embora do ponto de vista contábil sejam despesas reais, esses custos não consomem dinheiro algum, pois representam o que já foi gasto anos antes. Outros fatores além dos que já foram citados entram no cálculo dessa métrica, como impostos, juros pagos ou recebidos entre outros.

O importante de ressaltar nessa parte do demonstrativo é que tudo aquilo que nos demonstrativos de resultados (DRE) foi positivo ou negativo e não possui efeito caixa será lançado como negativo (positivo) para ser somado ao lucro líquido e resultar no fluxo de caixa operacional.

Como analisar a DFC

Avaliar individualmente a DFC pode ajudar o investidor a entender melhor a geração e uso de caixa de uma empresa.

Por exemplo, já houve casos de empresas que continuaram pagando dividendos elevados mesmo sem terem uma geração de caixa que suportasse estes pagamentos. Ao comparar o caixa operacional com os pagamentos de dividendos, o investidor poderá notar se a empresa vem distribuindo proventos compatíveis com sua geração de caixa.

Aliás, este raciocínio é válido para qualquer estrutura que tenha como objetivo o lucro. É o caso dos fundos imobiliários, por exemplo. Não é raro ocorrerem situações em que as distribuições de rendimentos aos cotistas estão acima do FFO. Isto é, quanto de caixa efetivamente sobra para os sócios após a empresa investir em capital de giro e na manutenção do seu capital fixo.

Estes dados históricos podem então servir de base para estimativas de modelos de valuation de fluxo de caixa descontado. Entretanto, é sempre bom comparar a DRE com a DFC. Afinal, o regime de competência e o regime de caixa devem apontar na mesma direção no longo prazo. Isto é, se a empresa está gerando valor aos seus acionistas ou dilapidando o capital dos sócios ano após ano.

Conclusão sobre o demonstrativo de fluxo de caixa Contabilidade é a linguagem dos negócios. Para se tornar um investidor cada vez melhor, é fundamental saber ler e interpretar as demonstrações financeiras. Por isto, aprender o que é e como analisar o demonstrativo de fluxo de caixa é uma tarefa indispensável para qualquer que queira entender de onde vem e para onde vai o dinheiro de uma companhia.  

Fonte: Suno Research em https://www.sunoresearch.com.br/artigos/demonstrativo-fluxo-de-caixa/

Departamento Contábil Leymar



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