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As técnicas de análise de balanços, embora tenham suas limitações, são ferramentas gerenciais de grande importância.

Neste texto, trataremos de 2 técnicas difundidas e aceitas como direcionadores de tomada de decisões nas empresas. Essas técnicas são:

  1. a) análise horizontal
  2. b) análise vertical

Para que a análise de balanços possa ser uma ferramenta útil na tomada de decisões das empresas, alguns cuidados básicos devem ser observados. É de fundamental importância que os registros observem os               Princípios de Contabilidade. Aliado a isso, recomenda-se uma auditoria por empresa/profissional independente que convalide o trabalho realizado. Recomenda-se, ainda, que a análise tenha como parâmetro, no mínimo, 3 períodos. Períodos menores do que esse para análise costumam propiciar interpretações equivocadas ou pouco reveladoras.

 ANÁLISE HORIZONTAL

 1.1 Finalidade

 A análise horizontal tem como principal finalidade evidenciar o crescimento ou a redução de itens dos balanços e das demonstrações do resultado de diversos períodos. Essa análise mostra, claramente, a tendência de evolução ou involução dos diversos itens das referidas demonstrações.

 1.2 Característica da análise horizontal

 A análise horizontal se caracteriza por alinhar as contas de balanços de dois ou mais períodos (recomenda-se, no mínimo, 3 períodos), e respectivas DRE referentes aos mesmos períodos. A partir daí, tendo como base o período 20X1 (o primeiro deles), avalia-se a evolução ou involução patrimonial da empresa ao longo dos anos, até 20XN (último período de análise).

 1.3 Exemplo

Para exemplificar, consideremos que o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV), da DRE de determinada empresa para 20X1, 20X2 e 20X3, seja, respectivamente: R$ 20.000,00, R$ 30.000,00 e R$ 35.000,00.

Diante desses dados, poderíamos montar o seguinte quadro para análise, do qual extrairíamos os respectivos índices:

20X1
20X2
20X3
R$
Base
R$
Base 20X1
R$
20.000,00

 

1

 

30.000,00

 

1,50

 

35.000,00

 

1.3.1 Análise de 20X2

A análise comparativa entre 20X2 e 20X1 revela que o Custo da Mercadoria Vendida de um ano para outro evoluiu 50% ( 30.000/20.000 = 1,50 – 1 = 0,50 x 100 = 50%).

1.3.2 Análise de 20X3

 Uma análise simplista em 20X3 revela que o CMV caiu percentualmente de um ano para outro.

A análise comparativa entre 20X3 e 20X2 mostra que houve um acréscimo no custo de 16,67% (1,1667 – 1 = 0,1667 x 100 = 16,67%).

Já análise comparativa entre 20X3 e 20X1 mostra uma evolução do CMV da ordem de 75% (1,75 – 1 = 0,75 x 100 = 75%).

1.4 Comparação de valores positivos com valores negativos

O profissional, ao executar seu trabalho, frequentemente se depara com itens das demonstrações financeiras que se apresentam em determinado período com valor positivo; em outro, com valor negativo. São exemplos, no balanço, a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados e, na DRE, a linha Resultado do Exercício.

O profissional mais experiente, normalmente, não fica voltado somente para os índices ou percentuais apurados, mas, também, para a característica aritmética destes – ou seja, é fundamental verificar se o número é positivo ou negativo.

  1. ANÁLISE VERTICAL

A análise vertical também é vista como uma metodologia comparativa de grandezas, traduzida em percentagem. Diferentemente da análise horizontal, na vertical é possível conceber, ainda que superficialmente, interpretações sobre a situação da empresa tendo como base apenas um período, pois o objeto primário dessa análise são as contas e/ou grupos de contas que compõem a demonstração (Balanço Patrimonial e/ou DRE). Reiteramos, contudo, a importância de ser ter, para efeito de análise, no mínimo, 3 períodos.

2.1 Algumas observações importantes

A análise vertical caracteriza-se por atribuir a um valor de referência das demonstrações financeiras a grandeza máxima de análise. Essa grandeza, normalmente, é expressa pelo percentual de 100%. O valor de referência pode ser, no balanço patrimonial, o total do Ativo e o total do Passivo ou, ainda, o total dos grandes grupos de contas (no Ativo, o total do Circulante e o total do Não Circulante; no Passivo, o total do Circulante, o total do Não Circulante e o total do Patrimônio Líquido). Já na DRE, normalmente, utiliza-se como valor de referência a receita operacional bruta.

 2.2 Conclusões que podem ser obtidas com a análise vertical

Essa análise revela a importância de cada conta ou grupo de contas ou item no contexto da respectiva demonstração. Com base nessa técnica, é possível verificar, por exemplo, se a empresa tende a aplicar seus recursos em bens do Ativo Imobilizado, no estoque ou, ainda, se o investimento está uniformemente distribuído entre as diversas contas que compõem o Ativo.

Segue exemplo de análise por grupo de contas do Balanço Patrimonial de uma determinada empresa que apresente os seguintes dados relativamente a 20X1:

  31.12.20X1
AV
Passivo
31.12.20X1
AV
Circulante

 

24.000,00

 

48%

 

Circulante

 

12.500,00

 

25%

 

Não Circulante

 

    Não Circulante

 

11.500,00

 

23%

 

– Realizável a Longo Prazo

 

7.500,00

 

15%

 

Patrimônio Líquido

 

26.000,00

 

52%

 

– Imobilizado

 

18.500,00

 

37%

 

     
Total 

 

50.000,00

 

100%

 

Total

 

50.000,00

 

100%

 

Na determinação dos percentuais para fins de análise vertical, basta dividir o valor do grupo objeto de análise pelo total do Ativo ou Passivo.

Exemplo: Ativo Circulante/ativo total

Portanto: 24.000/50.000 = 0,48 X 100 = 48%

Pesquisa realizada no site: https://www.iobonline.com.br

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